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Comitês discutem implementação de planos de logística reversa


Representantes dos sindicatos dos setores de Alimentos de Origem Vegetal e da Construção Civil cumpriram a primeira etapa de seus planos de logística reversa, e, nas duas últimas semanas, cada segmento reuniu seu comitê gestor para definir estratégias e metas específicas para seus planos. Foi a primeira vez que os grupos se organizaram desde a assinatura do termo de compromisso com a secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, em dezembro de 2014.


Do setor de Alimentos de Origem Vegetal, reuniram-se representantes do Sipcep (Sindicato da Indústria de Panificação & Confeitaria no Estado do Paraná), Sincabima (Sindicato das Indústrias de Cacau e Balas, Massas Alimentícias e Biscoitos de Doces e Conservas Alimentícias do Estado do Paraná) e Sincafé (Sindicato da Indústria de Torrefação e Moagem de Café). Em 2015, o setor vai colocar seu plano em prática, com a consultoria do Senai no Paraná, que vai auxiliar na execução, pelo período de 18 meses. "A partir de agora, o plano para o setor de Alimentos de Origem Vegetal vai deslanchar. Firmamos este contrato com o Senai para tirar as ações do papel", explica o presidente do Sipcep, Vilson Felipe Borgmann. O acordo foi assinado em março.


O comitê gestor conta com representantes de cada sindicato envolvido, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sema) e apoio da Fiep.


O próximo passo será uma reunião dos industriais com fornecedores, receptadores e demais elos da cadeia de Alimentos de Origem Vegetal para definir quais serão os serviços necessários e os custos para reciclar e destinar corretamente os resíduos originados pela logística reversa. "A principal preocupação do industrial é quanto à divisão de responsabilidades desta implantação. Por isto é importante unir todos os elos da cadeia para esta discussão", salienta Franciele de Freitas, analista técnica do Senai.

Após estas etapas, haverá uma maior participação dos industriais do setor, principalmente para atender a meta de educação ambiental, prevista no plano. Segundo Franciele, estão programados treinamentos com os funcionários das indústrias e da área de comércio das panificadoras, com a divulgação dos conceitos da logística reversa.


Construção Civil - A reunião do comitê da Construção Civil teve a presença do secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Ricardo Soavinski. "Fiquei surpreso com essa extensa agenda de logística reversa no Paraná. Estamos abertos para o trabalho em conjunto. Certamente teremos um trabalho intenso e muito integrado com os setores agrícola e industrial", avaliou.


O comitê tem caráter deliberativo e é composto por representantes do governo estadual, Sinduscons - Paraná, Oeste, Noroeste e Norte - e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), além do apoio da Fiep. O assessor técnico do Sinduscon-PR, Ivanor Fantin, apresentou um estudo realizado pelo setor sobre resíduos. A pesquisa revelou que as obras formais representam 25% do volume de descartes da Construção Civil e que o restante é produzido por obras informais e reformas. "Além disso, as usinas da região metropolitana de Curitiba recebem apenas 20% dos resíduos da Construção Civil", disse em tom de alerta o engenheiro.


Uma possível solução apontada pelo comitê é a criação de pontos de coleta integrada em todas as cidades do Paraná. "Nosso desafio neste momento é descobrir como vamos estruturar nossas ações. A iniciativa privada não vai conseguir, sozinha, muitos avanços", disse Almir de Miranda Perru, vice-presidente de Meio Ambiente do Sinduscon-PR.


Atualmente, há 18 termos de compromisso de logística reversa assinados com a Sema.


Fonte: Agência Fiep
AGFiep - logística reversa

Publicado em 26/03/2015


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Marcos Criação