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Rio de Janeiro discute Lixo Zero


Grandes nomes da sustentabilidade mundial participam do seminário internacional Conceito Lixo Zero na Prática, no plenário da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), em outubro de 2015. O evento, promovido pelo Fórum de Desenvolvimento do Estado do Rio em parceria com a Instituto Lixo Zero Brasil, Eccovida e Abrepet, faz parte da Semana Lixo Zero, que ocorre pela primeira vez no Rio e mobiliza comunidades e cidades em eventos paralelos de conscientização sobre geração de renda, redução da produção de resíduos e sua correta destinação. 


Entre os palestrantes, que estarão no Brasil pela primeira vez para contar suas experiências, está o capitão Charles Moore, autor do livro Plastic Ocean e fundador da Algalita (Fundação de Investigação Marinha, que contabiliza todo o lixo encontrado em mares e oceanos). "O problema atinge todo o mundo, mas o Brasil tem que ter especial atenção por causa da sua grande costa marítima. Eventos como as Olimpíadas, que sofrem com a poluição na Baía da Guanabara, também são fatores que fazem ressoar a importância das palavras do capitão Charles Moore", diz o presidente do Instituto Lixo Zero Brasil, Rodrigo Sabatini. 


Em 1997, no oceano Pacífico, Charles Moore nota que seu barco estava navegando em um mar ja poluído pelo plástico e pelo lixo. Foi então que fundou o Instituto de Pesquisas Marinhas Algalita e institucionalizou o termo "Rota do Lixo no Pacífico". Desde então, muitas pesquisas têm sido realizadas. Uma delas demonstrou que havia mais de 8 milhões de toneladas de lixo plástico nos oceanos, somente em 2010.   


Legislação e mobilização social 
Para além dos oceanos, as cidades. A experiência de São Francisco, na Califórnia, será apresentada por Steven Chiv, do departamento de Meio Ambiente de São Francisco. Ele falará sobre a mobilização que está sendo feita para que a região metropolitana de São Francisco se torne lixo zero até 2020. Atualmente, 82% dos resíduos são desviados para compostagem e reciclagem, isto é, deixam de ir para os aterros. Steven Chiv diz que a cidade chegou até esse patamar através do planejamento, envolvimento e cooperação do legislativo municipal e estadual. "As leis determinam as metas e índices que devemos alcançar, ao mesmo tempo que nos dão suporte em nossas ações e garantias e incentivos aos empreendedores locais." 


Participam ainda do encontro Pal Martenson, que coordenou o departamento de Sustentabilidade, Água e Gerenciamento do Lixo da cidade de Gotemburg, na Suécia, e criou o maior parque de reciclagem da Europa. "Esse casos que serão trazidos demonstram que é possível construir nas cidades um ecossistema propício para o desenvolvimento de empregos e renda a partir do combate ao desperdício e à destinação inadequada dos resíduos. 


Para a Alerj, que aderiu esse ano à Agenda Ambiental da Administração Pública (A3P), sediar eventos como esse aproxima os gestores das boas práticas, e mostra que  o desafio é universal", afirma o presidente da Assembleia, deputado Jorge Picciani (PMDB). Mais do que uma meta a ser alcançada, o conceito Lixo Zero sugere novos hábitos para a sociedade, a fim de reduzir o desperdício. A ideia é eliminar o volume e a toxicidade da sujeira gerada, recuperando resíduos para introduzi-los na cadeia produtiva.  "Queremos mostrar que é possível construir uma cidade, um ecossistema propício para o desenvolvimento de empregos, renda e impostos, a partir do cuidado com o desperdício, com a construção de uma sociedade responsável, lixo zero", diz Sabatini."Nós perdemos de R$8 bilhões a R$ 12 bilhões ano ano com lixo. O maior prejuízo não é financeiro, mas social, estamos causando problemas ambientais e deixando de gerar emprego."  


Saiba mais sobre o seminário em: Alerj - Seminário Lixo Zero


Fonte: Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro
Lixo Zero em debate no Rio de Janeiro

Publicado em 27/10/2015


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Marcos Criação